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Pesquisa revela: os 4 bancos que mais marcaram a carreira dos profissionais do mercado financeiro

O resultado revela algo maior do que uma simples preferência:

Itaú 48%

Bradesco 23%

Santander 16%

Safra 13%

Quase metade dos profissionais aponta o mesmo banco. Isso não é coincidência, é formação.

Os bancos que formaram o mercado financeiro brasileiro

Antes de fintechs, cooperativas e bancos digitais, os grandes bancos privados eram a principal escola do setor financeiro no Brasil. Foi lá que milhares de profissionais aprenderam, na prática, análise de crédito, gestão de risco, relacionamento com clientes, estruturação de produtos financeiros, negociação e atendimento a empresas. Muita gente que hoje ocupa cargos de liderança começou justamente ali.

Conhecendo as escolas: o que cada banco representa

Itaú Unibanco é o maior banco privado da América Latina, resultado da fusão entre Itaú e Unibanco em 2008. É reconhecido por sua forte cultura de meritocracia, alta performance e um dos processos mais robustos de gestão de risco do mercado. Formou gerações de executivos que hoje comandam bancos, fintechs e áreas de crédito em todo o país.

Bradesco é um dos bancos mais tradicionais do Brasil, fundado em 1943 em Marília, no interior de São Paulo. Construiu sua identidade em torno da capilaridade, foi o banco que mais chegou perto do público interiorano e das pequenas empresas, e por décadas foi referência em relacionamento de longo prazo com o cliente e formação interna de carreira, muitas vezes promovendo profissionais desde o início até a alta liderança.

Santander chegou ao Brasil de forma mais agressiva a partir dos anos 2000, com a aquisição do Banespa e, posteriormente, do Real. Trouxe uma cultura mais comercial e orientada a metas, com forte ênfase em produtos de crédito e expansão de carteira, o que formou um perfil de profissional mais arrojado na prospecção e negociação.

Banco Safra é o maior banco privado brasileiro de controle familiar, com atuação historicamente mais conservadora e voltada para clientes de alta renda e empresas de médio e grande porte. É reconhecido pela solidez, rigor na análise de crédito e um atendimento mais próximo e personalizado, formando profissionais com perfil mais técnico e criterioso. Foi também um banco arrojado na forma de recrutar, buscando profissionais já bem preparados no mercado e pagando grandes luvas, porém com metas altamente agressivas. Essa combinação, mesmo exigente, formou grandes profissionais. Hoje, a maioria dos FIDCs tem profissionais que passaram pelo Safra.

Cada banco, uma cultura. Cada cultura, um tipo de profissional.

Isso explica muita coisa. Quem passou por um banco com forte cultura comercial, negocia de um jeito. Quem veio de uma área de crédito e risco mais rigorosa, analisa de outro. Quem cresceu em relacionamento de longo prazo, constrói conexões diferentes. A instituição onde você começou deixou marcas na forma como você trabalha até hoje.

Essa capilaridade dos bancos formadores de profissionais deixa um rastro muito positivo, com uma diversidade muito grande e muitas ocupações importantes vindas de diferentes bancos.

O jogo mudou e ficou mais interessante

O empresário que antes dependia de um único gerente, de um único banco, hoje tem à disposição bancos tradicionais, cooperativas de crédito, fintechs, bancos digitais, bancos de desenvolvimento e estruturas do mercado de capitais. Mais opções, mais competição, e mais espaço para quem sabe comparar, estruturar e indicar o caminho certo para cada empresa. Diante dessa diversidade, o empresário tem um leque de opções muito maior, mas também precisa lidar com muito mais bancos diferentes até encontrar o parceiro certo.

O que não mudou: experiência ainda é o maior ativo

Não importa onde sua carreira começou. O que separa um bom profissional do mercado financeiro é conhecimento técnico, capacidade de análise, visão de risco e habilidade de construir relações de confiança. A pesquisa confirma: os bancos mudaram de papel, o mercado se transformou, mas as competências que eles ajudaram a formar continuam movendo o setor até hoje.

Tivemos a era digital, tivemos overnight e inflações. O mercado financeiro mudou muito, e os profissionais foram moldados em todas essas volatilidades e mudanças dos bancos, desde o caixa eletrônico até o digital, da retração das agências até a era da automação na aprovação de crédito. Com tudo isso, o profissional foi obrigado a se aperfeiçoar. Tudo isso foi uma escola.

Adilson Seixas CEO e Fundador da Loara Crédito